17/09/2026
A taxa básica de juros voltou a cair. Na quarta-feira (16), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central fixou a Selic em 13,75% ao ano, na quinta redução consecutiva desde o início do ciclo, em março deste ano.
A decisão acompanha um momento favorável da economia brasileira: a menor taxa de desemprego dos últimos 14 anos, com participação decisiva das micro e pequenas empresas, o PIB do Brasil entre as cinco economias que mais cresceram no segundo trimestre e o recuo da inflação.
"São boas notícias que chegam aos pequenos negócios vindas da economia. Os juros mais baixos permitem que haja mais dinheiro circulando, o que consequentemente movimenta as vendas, gerando mais empregos e renda", afirma o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares.
Com a deflação registrada nas últimas semanas e a Selic ainda em patamar elevado, o Sebrae aponta quatro frentes de ação para micro e pequenas empresas.
A queda nos custos de energia, alimentos e combustíveis abre espaço para renegociar contratos com fornecedores e melhorar a rentabilidade sem precisar repassar preços ao consumidor final.
Com o orçamento das famílias aliviado pela queda de preços, campanhas com mensagem de preço justo e mais por menos tendem a ter boa receptividade. É uma chance de reconquistar clientes que reduziram o consumo durante a pressão inflacionária dos últimos meses.
Com a inadimplência em 7,6%, as políticas de crédito próprio – fiado, parcelamento, carnê – merecem revisão e postura mais conservadora, sobretudo para clientes com histórico de atraso ou alto comprometimento de renda. O risco de calote na cadeia é real e atinge diretamente o fluxo de caixa.
Black Friday e Natal serão o teste real da demanda das famílias. A recomendação é planejar estoques de forma enxuta e calibrada à realidade do consumo atual, sem excessos que comprometam o capital de giro, priorizando itens de alta rotatividade e margens mais atrativas.
Fonte: Com informações de Agência Sebrae