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Empresas têm até novembro para regularizar créditos sem pagar multa

  • 17/09/2026


     

    Empresas têm até novembro para regularizar créditos sem pagar multa

    Empresas que cometeram equívocos no cálculo de tributos recentes ganharam uma janela para acertar as contas sem sofrer penalidades pesadas. A Receita Federal abriu um período de correção espontânea de divergências no recolhimento do PIS/Pasep e da Cofins, e o prazo vai até 10 de novembro.

    Ao todo, o Fisco identificou inconsistências que somam R$ 1,3 bilhão. A iniciativa integra o Plano Anual da Fiscalização do órgão: em vez de aplicar multas de ofício de surpresa, o governo optou por avisar antes e convidar os contribuintes a ajustar as declarações.

    Os dois erros mais comuns

    Nesta edição, a fiscalização concentrou atenção em dois gargalos que costumam gerar confusão na apuração.

    O primeiro é o abatimento indevido de créditos na compra de mercadorias destinadas à revenda, o chamado cálculo de insumos. O segundo envolve a contratação de serviços de transporte de carga prestados por transportadoras optantes do Simples Nacional.

    Muitas empresas lançaram esses valores de forma incorreta nas declarações, o que gerou diferenças nos montantes finais devidos.

    Como saber se a sua empresa foi chamada

    Vale conferir as notificações imediatamente. Os avisos de regularização começaram a ser distribuídos pelos Correios e enviados à caixa postal digital das empresas no portal e-CAC. Para as companhias de grande porte, sujeitas a acompanhamento diferenciado, a comunicação foi feita pelo e-CAC.

    Não é preciso ir a uma unidade de atendimento: todo o procedimento é digital e consiste em retificar as declarações no próprio sistema. Para orientar os contribuintes, a Receita disponibilizou em seu site o Manual de Orientação Tributária – Créditos PIS-Pasep e Cofins, com o passo a passo.

    Diálogo antes da cobrança

    O prazo de 10 de novembro é decisivo. Quem se regularizar dentro do período paga apenas os tributos devidos, sem a incidência das multas de ofício.

    Na edição anterior do programa, a estratégia deu resultado: R$ 900 milhões foram recuperados de forma consensual. Para quem ignorou o alerta, houve abertura de fiscalizações com projeção de lançamentos que chegam a R$ 1,8 bilhão em autuações.

    Com essa abordagem, a Receita Federal reforça a intenção de atuar mais como orientadora do que como punidora, ajudando os contribuintes a manter as obrigações em dia e evitando longas disputas judiciais.

    Fonte: Com informações de Jornal Contábil


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